Grupos conservadores e de religiosos fundamentalistas discriminam meninas com pênis e meninos com vagina

O cartaz com desenhos de crianças com a frase:”Há meninas com pênis e meninos com vagina.É simples assim.A maioria sofre diariamente,porque a sociedade não conhece essa realidade” causou polêmica com alguns grupos conservadores e de religiosos fundamentalistas,que tentaram boicotar a campanha.

 

 

A campanha traz a ilustração de crianças felizes e com genitálias diversas,ficou em ônibus e metrôs dos dias 10 a 16 de janeiro.Foram 150 cartazes distribuídos nas comunidades autônomas de País Bosco e Navarra.

 

A responsável é a Chrysallis,associação de famílias com crianças trans,que teve o objetivo de dar visibilidade para as crianças trans,combater o preconceito contra elas,contribuir para uma adolescência e vida adulta saudáveis e sem transfobia.Ela aponta que a taxa de tentativa de suicídio entre adultos trans a quem foi negada sua identidade na infância é de 41%.

 

Beatriz Sever,que é a porta-voz da Chrysallis,declarou que o cartaz evidencia que a genitália não tem importância alguma.”Mostra crianças felizes independente do que têm entre as pernas(…)Queremos transmitir a mensagem de que a natureza não é uma máquina de xerox,que a natureza é diversa”,declarou.

 

Em um dos folhetos da organização explica-se que a transgêneridade ou transexualidade é quando a identidade de gênero de uma pessoa não corresponde com o que lhe foi designado co base em sua genitália ao nasce”.

 

O cartaz causou polêmica com alguns grupos conservadores e de religiosos fundamentalistas,que tentaram boicotar a campanha.Porém,de acordo com Natália Aventi,presidente da Chrysallis,as críticas só têm levantado uma “onda de apoio”.Tanto que o número de membros da organização só tem aumentado desde 2013:de seis famílias para 425 integrantes.

 

Um dos apoios veio do Parlamento de Navarra,que aprovou uma declaração institucional em que “reitera seu apoio e reconhecimento dos direitos das pessoas trans,às famílias de menores trans e à campanha criada pela associação Chrysallis para fazer com que a realidade desses meninos e meninas seja reconhecida”.

 

 

Por Neto Lucon,jornalista.

 

Fonte:NLucon

 


 

 

Texto extraído do site:

 

http://saudepublicada.sul21.com.br/2017/02/16/grupos-conservadores-e-de-religiosos-fundamentalistas-discriminam-meninas-com-penis-e-meninos-com-vagina/

 

 


 

 

 

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