Os Meios de Comunicação na Espiritualidade

Há,na atmosfera terrestre,várias camadas de substâncias que compõem o que chamamos de espaço.Quando viajamos de avião,temos a sensação de sobrevoarmos no meio do nada e,ao observarmos as nuvens tão próximas,imaginamos que elas nos acompanham nesta solidão espacial.

Neste espaço,existem várias camadas sedimentadas que fazem parte do mundo espiritual.Alguns espíritos conseguem ver os aviões da mesma forma que os videntes da Terra enxergam discos voadores e outros objetos que,naturalmente,são automóveis de outras esferas espirituais.

Essas inúmeras camadas que temos na atmosfera também são contadas no mundo espiritual como referência de esferas diferentes.

Vamos imaginar que você mora em um edifício,no décimo andar.Como que só conseguirá descer de elevador ou pelas escadas.O espírito desencarnado,habitante de uma esfera espiritual,também necessita de condições para se locomover.Enfim,as condições são similares às da Terra.Quando,porém nos habituamos a descer à Terra,criamos mecanismos para chegarmos aqui em perfeitas condições.Usamos,muitas vezes,vestimentas adequadas para não sofrermos as consequências ambientais.

Quando comecei a visitar a médium era necessário um veículo.Auxiliado por outros irmãos espirituais,chegávamos em paz.Com o decorrer do tempo,desenvolvi a capacidade de locomover-me sozinho.Coloco-me na posição de um simples mergulhador que se veste de acordo com a necessidade que o fundo do mar exige.

Muitas vezes,posso emitir mensagens por meio do pensamento.Dessa forma,não preciso locomover-me.Ora,as comunicações via satélite dominam a Terra.O pensamento transmitido de encarnado para desencarnado e vice-versa é qual um satélite.

Cada espírito comunicante tem o seu jeito de se fazer entender de acordo com a sintonia desenvolvida entre ele e o médium.

Vale lembrar que as comunicações emitidas pelo pensamento são diferente s das formalizadas pessoalmente,ou seja,o médium sente quando o espírito se aproxima;conhece a dimensão física espiritual dele.

O espírito que ainda não treinou o médium o suficiente para conversar através do pensamento deve recorrer às comunicações tradicionais:psicografia,psicofonia e outras.

Aconselho,aconselho coisa nenhuma.Quem sou eu para aconselhar alguma coisa em se tratando de mediunidade?Cada médium deve desenvolver sua mediunidade da maneira que for conveniente.

Nos exercícios da psicografia é comum recebermos,de surpresa,aqueles nossos irmãos desprovidos de respeito ao próximo,mais conhecidos como zombeteiros,que invadem a mão do médium e,com muita naturalidade,passam-se por outros espíritos,geralmente de nomes bem conhecidos.

Os espíritos brincalhões,tendo afinidade com o médium,poderão,com facilidade,emitir mais vigor na escrita para causar a impressão de autenticidade.Muitos médiuns pensam que sentindo mais capacidade de reconhecer os espíritos pelas vibrações que eles emitem é um processo demorado,requer sensibilidade apurada.Caso o médium não seja vidente,terá de cercar-se de espíritos protetores,mas para afastar esses irmãos,erroneamente chamados de intrusos,mas para ensinar ao médium como manter um diálogo promissor com eles,a fim de evangelizá-los.

A Terra é o palco dos espíritos levianos,encarnados ou desencarnados.Estão por toda parte.Creio que somente o treino,o exercício constante da mediunidade,dará,ao médium,uma tarimba suficiente para desenvolver seu trabalho mediúnico com segurança.

É bom lembrar que qualquer médium está sujeito a passar por isso,desde que se proponha a desenvolver e trabalhar por intermédio da mediunidade.É por isso que se recomenda o desenvolvimento mediúnico na casa espírita,onde o ambiente é preparado de maneira a imunizar o médium desses ataques.Contudo,essa conduta não o favorecerá se ele se comportar sempre como o bom menino que,na presença dos pais,é um santo e,na rua,se transforma em demônio.

A proteção que a casa espírita oferece é bem-vinda,mas somente o médium poderá munir-se de condições para se precaver dos ataques,dentro e fora da casa espírita.Sabemos que somos médiuns em qualquer lugar que estejamos.

O médium amadurecido é qual o filho que saiu de casa para crescer,enfrentando dificuldades.Ora,graças a esses irmãos ignorantes que os médiuns desenvolvem a sensibilidade.São chamados de zombeteiros e até de obsessores,mas,na verdade,são peças fundamentais,sobretudo,na fase de estágio mediúnico.

Tenho de admitir que sem eles a mediunidade seria um assunto monótono.Da mesma forma que os bons espíritos contribuem no desenvolvimento mediúnico,os menos esclarecidos têm papel fundamental:promovem a refinação da sensibilidade do médium.

Já ocorreu diversas vezes de a médium com a qual eu trabalho,precisar falar comigo.Mesmo se precavendo com a leitura do Evangelho,mesmo estando com o coração sereno e a mente equilibrada,foi abordada por um ou outro irmão brincalhão que,tendo conhecimento de que eu não estava presente por um motivo qualquer,tentou imitar meu jeito de escrever.Ela reconheceu que não era eu pelas vibrações.Tirou a situação de letra,não acredita que esses irmãos espirituais atrapalhem seu trabalho.Dessa forma,muitas vezes,faz de conta que está acreditando que sou eu e deixa o visitante,não-convidado,conversar à vontade.Com este comportamento já doutrinou vários.Doutrinou não é bem o termo,mas ensinou-lhes boas maneiras de se apresentar em uma reunião mediúnica.

Ora,se o médium não se dispuser a conversar com os necessitados não os considerando por julgá-los inferiores,também não aprenderá como identificar um espírito mais adiantado.Essa minha filha espiritual já fez boas aquisições agindo dessa forma.Um deles,agora me lembro,tentou pregar-lhe uma peça verta vez:fiquei numa condição que ele não percebesse minha presença,disse-lhe que era poeta e que fora indicado por mim para ditar-lhe um livro.Era um irmão que conheci sua rotina de trabalho.Ela percebeu a inverdade,mas deixou que ele desse início ao tal livro.Escreveu umas dez páginas com uma facilidade incrível.O texto era de uma clareza singular,porém não passava de um festival de piadas,típicas de um espírito brincalhão,bem humorado e criativo.Ela interrompeu a escrita e perguntou se ele já ouvira falar de Jesus Cristo,a quem o espírito respondeu:”- Aquele idiota que morreu pregado na cruz?” – Ela sentiu que o espírito falara essas palavras como uma criança esperta que pensa estar sempre levando vantagem diante dos amiguinhos da escola.Sorriu e depois falou que tinha muitas histórias interessantes para contar sobre Jesus.perguntou-lhe em tom de desafio:”- Você sabe onde Ele nasceu?” – O espírito realmente se comportava como um adolescente,e respondeu imediatamente:”- Ora,todo mundo sabe que Ele era tão pobre que nasceu no meio das vacas e dos cachorros.”

Ela sugeriu que ele utilizasse o dom da escrita para escrever com uma linguagem mais elevada,dessa forma,aceitaria seus romances.Vendo que ela o identificou,retirou-se sorrateiramente,porém ajudado por outros irmãos espirituais que presenciavam a atuação desse meu “indicado”.

Meses depois,após ter recebido orientações adequadas,retornou cabisbaixo.Teve oportunidade para se manifestar por meio da escrita e pediu desculpas.Hoje é um dos que mais auxilia no trabalho mediúnico.

São essas ovelhas desgarradas que necessitam de nossa compreensão,do nosso amor.

A psicologia humana só é desenvolvida no campo espiritual mediúnico quando o médium amadurece por meio de sua própria metodologia.Não há escola que ensine essa prática.O médium que realmente quer desenvolver sua mediunidade deve saber trabalhar para servir sem distinção.Para isso,é necessário se desvencilhar de interesses pessoais.Deve se comportar como um médico de plantão na ala dos queimados.O médico plantonista não vai escolher os pacientes pelo grau de suas queimaduras,vai?Claro que não.Dessa forma,o médium não deve escolher o tipo de espírito que vai assistir.

Nutrido de boas intenções,o médium jamais entrará na sintonia de espíritos malfazejos.O mínimo que pode acontecer é se deparar com irmãos ignorantes,necessitados de esclarecimentos.

Deixo registrado que os médiuns vaidosos não crescem por não se colocarem como simples servidores.Muitos dizem até que jamais receberão espíritos zombeteiros.Não dão espaço para os irmãos desprovidos de conhecimentos e acabam atrofiando a tarefa que deveria ser promissora.

Por meio das pesquisas,tenho conta de muitos médiuns atormentados pelo medo de receber um espírito menos esclarecido,tachado de obsessor.Mal sabe ele que sua condição mediúnica ainda é tão primária que somente um irmão compatível com sua vibração poderá se manifestar.Todavia,o médium geralmente se comporta como alguém importante que não pode receber qualquer um.Nesse caso,perderá a oportunidade de fazer com que esse “qualquer um” cresça.Ninguém cresce sozinho.

Quando um professor recebe o aluno no primeiro ano escolar é com o propósito de alfabetizá-lo.Não existe aluno no terceiro ano matriculado no primeiro,bem como não existe professor preparado para lecionar no curso primário dando aulas em uma universidade.Claro está que cada médium recebe os espíritos compatíveis com seu preparo.Somente com humildade,trabalho e conhecimento é que o médium entrará na sintonia dos espíritos mais adiantados;porém,esse passo é dado por ele mesmo.

O que ocorre é que a grande maioria dos médiuns quer ser um Chico Xavier sem,ao menos,conhecer os percalços pelos quais ele passou.

Não sei ao certo se me fiz entender com essas considerações,mas creio,sinceramente,que a coisa é mais simples do que imaginamos.Isso eu já falei antes.Tudo que falta é humildade.

 

Veja bem,não quero,com essas considerações,dizer que a médium com a qual trabalho é um poço de sabedoria e de evolução espiritual,ou exemplo de humildade.Não,mas uma coisa é certa,mesmo passando por sérias dificuldades,sempre acreditou que Deus a quis na Terra como médium,portanto deveria confiar em Seus propósitos e acreditar que qualquer escrito que recebia era com a permissão de Dele.Dessa forma,já está resgatando as dívidas adquiridas no passado.É assim que busca em Jesus a força para continuar recebendo os irmãos desencarnados ligados à literatura.

Acredito que talvez seja por isso que nunca lhe faltou poetas e escritores dispostos a crescer espiritualmente,disposto a conhecer o Evangelho de Jesus.Ela os acata com tanto amor e desprendimento material que eles acabam crescendo por meio das lições que recebem.Assim,conhecem os ensinamentos do mestre Jesus e se apaixonam por Ele.

O ponto mais importante dessas minhas observações é alertar os médiuns no tocante à escrita:dediquem-se e recebam gregos e troianos,imitem Jesus.Não se comportem como mensageiros da Boa Nova,responsáveis por Missões veneráveis.Procurem encarar a mediunidade como uma tarefa comum,não mitifiquem uma tarefa que precisa se sublimar,guiada pela humildade,pois estarão perdendo uma oportunidade preciosa.Tudo que falei e repeti neste relato é fruto de experiências,fundamentadas em pesquisas nos centros espíritas da Terra,nas bibliotecas do plano espiritual e na experiência da médium com a qual convivo há um bocado de anos.

 

 


 

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[_Texto extraído do livro:”O Teatro da Vida,Um Campo Novo”,Ozeni Lima,pelo Espírito Mauro] 

 

 

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